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Porque escolher uma câmara analógica

As câmaras analógicas costumam ser pesadas, com apenas uma objetiva fixa; os rolos que precisa de usar são bastante caros e nunca pode ter a certeza de que vai obter um bom resultado — ou sequer algum. Por outro lado, graças à fotografia analógica, ganha paciência e fotos originais ligadas a emoções fortes.

E mais? Se gosta de coisas como slow fashion, slow TV ou slow food, também vai adorar câmaras analógicas e fotografia analógica!

A minha câmara analógica favorita, a Flexaret (uma marca checa de máquinas fotográficas fabricadas entre 1939 e 1970), pesa cerca de 2 quilos (mais o fotómetro e alguns rolos de filme), por isso às vezes sinto-me mais carregador de câmara do que fotógrafo. Faz parte da "religião", por isso esteja preparado. Mas o que adoro no analógico é que, no fim do processo (que vou descrever mais abaixo), somos recompensados com belas fotografias, no meu caso 12 fotografias a preto e branco em formato quadrado 2.4x2.4″ (6x6 cm) num rolo de filme.

Do que preciso?

É necessário ter uma câmara analógica, um fotómetro (ou uma app no telemóvel), filme analógico adequado ao tipo de câmara (35mm ou rolo), paciência e tempo. É um excelente treino para pessoas indecisas, porque o número de fotografias no filme é limitado (35mm normalmente tem 36 fotografias, mas também pode ter 12 ou 24; os rolos costumam ter 12). Tem de pensar mais no que capta do que com uma câmara digital. Pense nas cores (ou nos contrastes numa fotografia a preto e branco), na composição, no ângulo e por aí fora. Acho quase inacreditável que tantos fotógrafos famosos tenham trabalhado apenas com câmaras analógicas e que as suas fotografias sejam tão perfeitas até hoje.

Ainda está a pensar porquê analógico?

Recebi uma Flexaret VI do meu pai e apaixonei-me por ela imediatamente. Andava por florestas, por terras estrangeiras e também por Praga a olhar à minha volta, à procura da fotografia perfeita. Que nível de concentração tão invulgar! Este estado mental também ajuda a ver a sua cidade, aldeia ou bairro de uma forma nova e mais detalhada. E a minha dica? Não se esqueça de olhar para cima. Normalmente concentramos-nos no primeiro nível dos edifícios, mas as coisas mais interessantes costumam estar ao nível do segundo andar ou ainda mais acima.

Quando sentir que este é o momento, que encontrou algo especial que merece ser captado, coloque o filme na câmara (também o pode fazer antecipadamente em casa) e veja como o motivo aparece através da lente. Se estiver tudo bem, meça a luz com um fotómetro (não se esqueça de definir o ISO do filme) e escolha a combinação certa de tempo de exposição e abertura. O último passo para captar a fotografia é inspirar, suster a respiração e carregar no disparador, com uma onda crescente de adrenalina. 

Captou a sua primeira fotografia analógica!

Agora vem a parte estranha: tem de esperar pela fotografia, às vezes bastante tempo. Antes de a ver, precisa de terminar o filme inteiro e revelá-lo (em casa ou num laboratório fotográfico). Depois desse processo, verá as suas fotografias no filme e nunca se esquecerá desse momento cheio de espera, emoção, entusiasmo e, por vezes, também desilusão se algo correu mal. Conheça as suas fotografias e dê a si mesmo tempo para se habituar à câmara; tudo vai melhorar cada vez mais. A fotografia analógica é altamente viciante.

O que fazer com as fotografias no rolo?

Depois de revelar as fotografias, recebe negativos que são sensíveis a riscos e outros danos, por isso faço sempre cópias digitais como backup, e recomendo vivamente. Pode pedir isso num laboratório fotográfico ou fazê-lo em casa com um scanner especial com luz dos dois lados da máquina (por exemplo, o Epson Perfection v550, que eu uso).

Para obter a fotografia em papel, pode usar ampliação direta (húmida) a partir do filme, com químicos e papel fotossensível, ou imprimir as versões digitais, como mencionei antes.
Imprimir as versões digitais tem uma grande vantagem: pode editá-las no computador (retocar, cortar, alterar a exposição...). Com o processo húmido, não consegue fazer estas alterações com tanta facilidade, exceto o recorte.

Porquê imprimir apenas em papel?

Também pode criar ímanes com foto, posters, livros de fotos ou quadros fotográficos com elas! Mas o mais popular continua a ser o papel, especialmente o formato quadrado 4×4″, que não é nem pequeno nem grande.

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